sexta-feira, 7 de julho de 2017

Física da Sedução Com: Lexus LFA


Como seria a ideia de um supercarro perfeito? Seria algo único, uma experiência realmente única, visual único, características totalmente predominantes no espetacular Lexus LFA. Essa história se inicia no ano de 2000, com a notícia de que a Lexus estaria trabalhando em um supercarro denominado P280, com a intenção de demonstrar as habilidades de se fabricar um carro de corrida que a Lexus têm em parceria a Toyota. O primeiro sinal de desenvolvimento destes projetos pode ser visto em Nurburgring fazendo testes regulares, desde 2004. Em Janeiro de 2005, a marca revelou o primeiro conceito do que seria o LFA de produção, mostrado no Salão de Detroit, e que em 2006 faria uma aparição surpresa no Salão de São Paulo. Montado sobre uma estrutura de alumínio, este projeto acabou sendo descartado na fase final, pois alguém da equipe de design sugeriu que a estrutura fosse em fibra de carbono. Surge em 2007 então uma nova versão desse protótipo, com estrutura de fibra de carbono e uma razão peso-potência ainda melhor, juntamente com partes desenvolvidas pelo time de fórmula 1 da marca. Em Janeiro de 2008, a marca então mostrou em Detroit o último protótipo da versão final, esse consistia no mesmo conceito de 2007, só que sem a capota, com um visual mais apelativo, mesma estrutura de carbono e um motor 5.0 V10 de 500 cavalos de potência.


Foi então no fatídico dia 5 de Agosto de 2009, que Akio Toyoda, novo CEO da Toyota, revelou publicamente a produção do lendário esportivo, e que seria equipado com um motor V10. No dia 21 de Outubro daquele mesmo ano, durante a conferência de mídia do Salão de Tóquio, a marca então revelou o fruto de 10 anos de pesquisa e testes em túnel de vento ao público, dois dias após esse evento a marca começou a receber os pedidos, e só foi após o mês de  Abril daquele ano que a marca começou o processo de escolha de cada um de seus clientes, já que apenas 500 unidades foram anunciadas para a produção. Ele vinha com um motor 4.8 V10, posicionado a 72º, que gerava uma potência de 560 cavalos, capazes de levá-lo de 0 a 100 km/h em apenas 3.6 segundos e atingir uma máxima de 326 km/h. Jeremy Clarkson descreveu o LFA como sendo o melhor carro do Japão e com certeza um dos melhores da história, tanto em dirigibilidade quanto em conforto, e isso tudo vinha com uma faixa de preço de US$ 375.000, o que era um preço bem alto, mas que valia a pena só para se deleitar com o som incrível que saía de suas 3 bocas de escape traseiras em forma de triângulo, que foram desenvolvidas em parceria com a Yamaha, empresa de instrumentos musicais. Rumores de uma possível versão conversível surgiram desde 2010, mas apenas uma unidade foi fabricada para um cliente, e foi mostrada em 2013, durante o Salão de Tóquio. Uma das tecnologias mais elogiadas do LFA é seu sistema de navegação, que conecta com um atendente em tempo real para calcular rotas e dar conselhos de como fugir do tráfego. A marca anunciou que uma unidade do esportivo estava reservada para o Brasil, durante sua chegada em 2012, e viria por um preço final de R$ 2.9 milhões. Essa unidade foi mostrada para clientes brasileiros e para o público no Salão do Automóvel de São Paulo daquele ano (como você vê nas fotos acima, tiradas naquele ano), mas por razões de não ter sido vendido, acabou retornando para a fábrica, o que deixou muitos fãs do esportivo bem decepcionados.

O escape triangular de 3 bocas foi desenvolvido com ajuda da marca de instrumentos Yamaha, para proporcionar o inconfundível rugido de seu V10
A forma final é uma combinação de 10 anos de projeto, com testes em túnel de vento e em Nurburgring, para proporcionar o melhor visual com a melhor dirigibilidade





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