segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Física da Sedução Com: Porsche 911 GT2 RS


Apresentando um carro fora do comum, um carro que quebra todos os padrões de tecnologia e desenvolvimento nas pistas. Hoje, em mais um capítulo da Física da Sedução, que traz sempre os melhores esportivos, temos o incrível Porsche 911 GT2 RS, da geração 997. Em 2007, o projeto de uma versão ainda mais insana do GT2 estava nos planos da marca, que o apelidou internamente de 727, um código que representaria o tempo de volta em Nurburgring marcado pelo Nissan GT-R. Mas só foi no dia 4 de maio de 2010, que foi anunciado a público que a marca faria uma variante RS do já impressionante 911 GT2, e que ela seria excepcional em todos os detalhes. Eis que no mês de Outubro daquele ano, no Salão de Paris, na França, a marca revela o novo GT2 RS, com estreias tecnológicas, visuais, um preço de US$ 250 mil e 500 unidades numeradas anunciadas, todas já vendidas. Cerca de 70 kg mais leve que a versão normal, ele carregava inúmeros adereços e partes em alumínio, fibra de carbono e magnésio, como por exemplo o capô em fibra de carbono exposta, e com um logo adesivo, ao invés de um de metal em alto relevo, para fins de economia de peso. O resultado final agradou a muitos puristas, com um apelo para a pista e um caráter exótico. O sistema de escape era feito de titânio, mas o som não era tão forte devido aos turbo-compressores, que abafavam muito da sinfonia. Equipado de fábrica com os PCCB (Porsche Composite Ceramic Brakes, ou freios de carâmica), ele era tão fácil de parar quanto de acelerar, o que contribuiu muito para o seu tempo recorde de 7:18 no circuito de Nurburgring, famoso circuito alemão.

Com detalhes em fibra de carbono exposta, o GT2 RS era o 911 com maior apelo esportivo até a chegada do modelo 2018

Com uma versão biturbinada do 3.6 litros flat-six, o GT2 RS gerava cerca de 620 cavalos de potência e 700 Nm de torque, capazes de levá-lo do 0 aos 100 km/h em apenas 3.5 segundos e atingir a uma velocidade máxima de 330 km/h, o que o colocava no mapa como o Porsche de rua mais rápido da história, que desbancou o grande Carrera GT. Como o motor era biturbo, suas emissões eram incrivelmente baixas, o que facilitava a homologação do carro na Europa, que vinha com regulamentações mais rígidas na época em que foi lançado. No Brasil, ele foi mostrado primeiramente para o público no Salão de São Paulo de 2010, e veio a ser vendido por aqui no final daquele ano por cerca de R$ 1,5 milhão, e 5 unidades oficiais foram trazidas, fora uma independente. A unidade das fotos acima pertence a um colecionador paulistano e é a única do País na cor GT Silver Metallic, e esteve presente na 16ª edição do Passeio e Encontro de Amigos do Motorgrid Brasil (que você confere nosso especial neste link), onde atraiu a atenção de muita gente. Internacionalmente, ele ganha cada vez mais valor, sendo vendido por valores aproximados aos 500 mil dólares, cerca do dobro de seu valor original de venda. A marca revelou a nova geração este ano, ainda mais potente e que chegará ao Brasil pelo preço de R$ 2.8 milhões.

Com um motor 3.6 H6 biturbo, ele gerava 600 cavalos de potência e cerca de 700 Nm de torque, mais que o Carrera GT
Apenas 6 unidades vieram ao país no final de 2010, com um preço de R$ 1.500.000, a maioria se encontra em São Paulo

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